Dona Maria Edite Souza do Vale, natural de Nova Russas-CE,  trabalha como costureira há mais de 27 anos, praticamente desde que chegou à cidade do Lago Azul-GO. Com muita dificuldade, diz ela, construiu sua casinha onde mora com sua família, composta por seis pessoas.

Ela costuma dizer que a costura sempre foi a sua grande paixão, motivo pelo qual decidiu montar em sua própria residência um local para trabalhar e ganhar seu dinheirinho – é o seu ateliê – simples, mas aconchegante!

Atualmente, ela está concentrada na confecção de vestidos de festa e ternos masculinos, além de fazer reparos de roupas em geral. Sua filha mais velha , a Graça,  ajuda-a  duas vezes por semana, devido alta demanda de trabalho, enquanto que seu marido, divide com ela a tarefa das compras de aviamentos e demais materiais que necessita para dar conta dos serviços.

Dentre as maiores dificuldades apontadas por Dona Maria Edite no dia-a-dia sua atividade os destaques são a “desistência” da encomenda e a prática do “fiado” na região. Uma coisa, diz ela, que está sempre associada à outra: a cliente faz o pedido, com a promessa de pagamento no momento da entrega e na hora de buscar a roupa produzida, só quer pagar uma parte. Além disso, há outro elemento importante, que é a inexistência de loja especializada em aviamento e outros materiais afins, no Lago Azul – o que a faz deslocar-se constantemente ao Gama ou a Taguatinga, em busca de produtos de melhor qualidade, maior variedade e preços mais adequados para realizar suas compras.

Independentemente dessas restrições, ela continua em busca da realização do  seu maior sonho, que é montar uma loja completa em sua residência, a fim de elevar e estabilizar o nível da renda familiar e poder também gerar empregos para mulheres da sua comunidade.

Por fim, ela reconhece o apoio do Programa Providência, que lhe deu condições de adquirir sua máquina de costura e de matéria-prima, elementos indispensáveis para realização de suas atividades.

Nota: a propósito das dificuldades listadas por Dona Maria Edite, é importante registrar que esses assuntos – a exemplo de outras restrições enfrentadas por microempreendedores do Distrito Federal e Entorno, têm sido objeto de nossa atenção -, fazendo-os constar do rol de orientações dos nossos agentes de crédito e também da pauta dos eventos e seminários sobre o microcrédito que promovemos periodicamente, inclusive com a participação do SEBRAE, oportunidade em que se tem orientado os participantes como proceder para superarem tais problemas.