A volta por cima

Maria Aparecida da Cunha, moradora da cidade de Samambaia – DF, é uma vencedora. Mulher forte, empreendedora por natureza, ela não deixa de trabalhar e sonhar com melhores dias para sua família.  Jamais quis ficar dependendo de favores de terceiros, nem mesmo do governo. Sempre lutou para construir sua independência financeira, com o fruto do seu esforço próprio, do seu suor, com dignidade.

Em sua própria residência, montou uma lojinha de roupas, onde exerce sua atividade econômica há algum tempo. Em 2012, ao tomar conhecimento do mecanismo do microcrédito produtivo orientado do Programa Providência, solicitou seu primeiro financiamento, no valor de R$ 2.000,00, por intermédio do nosso agente de crédito que atua na região (Valério), o qual, após examinar a proposição, checar as informações requeridas e avaliar os riscos da operação, submeteu-a à apreciação do Comitê de Crédito, que a aprovou.

O valor do empréstimo foi destinado à compra de roupas para revenda. Organizada, ela faz seu controle de caixa, simplificado, mas com bastante cuidado, e também de suas mercadorias (entradas, saídas e estoque das peças). Como é esperta e, ao mesmo tempo, cautelosa, montou fichário para cadastrar seus clientes, em especial os que fazem compras a prazo, dos quais exige assinatura em nota promissória – sua garantia, no caso de eventual falta de pagamento (se a coisa complicar, diz ela, vou até à justiça, lutar pelos meus direitos). Do mesmo passo, ela sabe que seu negócio precisa ser rentável, gerador de excedente, como condição básica de sobrevivência e crescimento.

Maria Aparecida mostra-se muito grata ao Programa Providência, porque foi aqui que ela conseguiu o apoio financeiro que necessitava para alavancar seu microempreendimento, além da orientação que lhe é prestada, em especial sobre a necessidade de se exercer controle sobre as finanças. Nos bancos a que recorreu, em busca de capital de giro, não conseguiu sucesso, porque “há muita burocracia e os juros são altíssimos” (palavras dela).

No início deste ano (2015), nossa cliente enfrentou problemas de saúde, tendo recebido orientação do seu médico para fazer alguma terapia ocupacional. Assim, resolveu ingressar em cursos de costura e de artesanato em madeira (MDF), com o que passou a se sentir melhor, além de ter acrescentado mais uma fonte de renda para sua família – hoje em dia ela costura em sua própria loja e produz peças em MDF, “se divertindo e ganhando algum dinheirinho extra”.